Filippe Poubel fala sobre preocupações recentes dos munícipes

#SOSMaricá #Opinião #Entrevista #FilipePoubel
A equipe SOS Maricá Notícias foi muito bem recebida ontem, 31/05, no gabinete do vereador Filippe Poubel (DEM) para ouvi-lo falar de assuntos que ultimamente têm preocupado a população maricaense.

Sobre o Serviço de Atendimento Médico de Urgência.

Perguntamos o que o vereador achou a respeito da sede do SAMU e da prestação do serviço que eles fazem, após ter fiscalizado o local. O vereador se diz um grande defensor da saúde em sua totalidade, seja o serviço emergencial, o serviço de atenção básica, o serviço do médico da família e que constatou na base do SAMU uma falta de investimento do poder público, uma falta de respeito com a população. Numa cidade de quase 150 mil habitantes, quando quebra uma ambulância não há outra para substituir e, de duas equipes, uma fica totalmente parada, por falta de ambulância para atuar. Ainda de acordo com Poubel, a base do SAMU está totalmente deteriorada, não há conforto para profissionais que precisam estar bem para atender bem a população. O vereador informou haver relatos sobre os recursos provenientes do Governo Federal para a SAMU: essa verba não vai para a coordenação da SAMU. A verba passa pela Secretaria da Saúde, que é responsável pela gerência do recurso.
“Nós vamos, eu e Ricardinho Netuno (PEN),fazer um pedido de informação sobre esse recurso. Por que não a coordenação da SAMU gerenciar essa verba? Aí ela pode ser cobrada! A partir do momento que ela não gerencia esse recurso, ela joga a culpa para a Secretaria de Saúde que gerencia essa verba proveniente do Governo Federal.
Questionado sobre seu posicionamento quanto à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) solicitada pelo vereador Ricardinho Netuno, Poubel declarou todo o apoio, já que, segundo ele, a oposição tem pedido, através de requerimento de informações na Câmara e essas informações não têm sido passadas, embora seja dever do Executivo responder ao Legislativo.
“Eu, quando fui eleito vereador, fui eleito para fiscalizar, para denunciar, para cobrar do Executivo serviço de qualidade à população e quando pedimos esclarecimentos sobre valores, sobre processos licitatórios, sobre serviços que têm que ser voltados à população com excelência, essa Casa tem derrubado, a mando do Executivo aos vereadores da base governista. Ou seja, estão escondendo informações da população, porque esse dinheiro é da população.”, disse o vereador, que também enfatizou que o prefeito foi eleito apenas como administrador do patrimônio, do dinheiro da população e que a população tem o direito de saber de que maneira esse patrimônio está sendo investido, se a verba está sendo bem destinada, se está tendo superfaturamento, se está tendo desvio. Poubel ainda acrescentou que, já que todos os requerimentos feitos pela oposição a fim de obter tais informações estão sendo derrubados pela base governista da Câmara, ele apóia a CPI, embora saiba que são minoria na Casa.

Sobre Projetos Sociais

Perguntamos ao vereador se ele acredita, tendo em vista o recém anunciado o aumento do benefício da Moeda Social Mumbuca, que os projetos sociais na cidade têm tido bom resultado. O vereador se manifestou de forma enfática: “Vou deixar bem claro, vou enfatizar: não sou contra os programas sociais, não sou contra, mas tudo  tem que ter critério e regra e hoje não existem nem critério, nem regra para programas sociais no nosso país.” A opinião do vereador é que hoje os programas sociais no país funcionam como “voto de cabresto”. Ainda de acordo com Poubel, os governos que têm passado pelo nosso país querem um povo burro e totalmente desinteressado pela política, que possa ser facilmente alcançado pela política do “voto de cabresto”. Ele ainda afirmou que se não houver critérios para distribuição de benefícios sociais, haverá um crescente desinteresse por aprendizado e trabalho por parte das famílias que dependem dessa renda, ou seja, elas vão viver a vida toda com um mísero dinheiro ofertado pelo governo, ao passo que a qualificação de mão-de-obra e o aumento da oferta de emprego objetivando que o cidadão possa levar seu ganha-pão com dignidade para sua família.
O parlamentar defendeu a ideia de que os projetos sociais precisam, por regra, vir acompanhados de qualificação profissional para que essas famílias estejam capacitadas a entrar no mercado de trabalho, para que não fiquem dependentes por toda a vida de programas sociais. O vereador classificou projeto social sem inclusão no mercado de trabalho como compra de voto legalizada e concluiu seu raciocínio: “O sucesso do projeto social não é medido pela quantidade de pessoas que passa a aderir a ele, mas pela quantidade de pessoas que deixa de aderir porque essas pessoas estão se tornando autossuficientes.”

Sobre o  Movimento Diretas Já

Perguntamos ao vereador a sua opinião acerca do movimento que chegou até Maricá, desde as delações da JBS, o Movimento Diretas Já. Poubel classificou o assunto como delicado, por mexer muito com a opinião pública. Mas, se colocando como operador do Direito, o vereador se diz obrigado a fazer valer a lei, e “a lei nos faculta a ter eleições indiretas e eu não posso ir contra a Constituição, então sou contra eleições diretas”, colocou Poubel. No entanto, o parlamentar confessou que gostaria de ver regras mais rígidas para novas eleições diretas, caso sejam feitas em decorrência de um suposto afastamento de Michel Temer, que nenhum envolvido em qualquer tipo de investigação, como a Lava-Jato, pudesse participar; que fossem excluídos do pleito eleitoral figuras como Aécio Neves, o ex-presidente Lula, a ex-presidente Dilma, entre outros.

Sobre os recentes casos de meningite na cidade

Perguntamos ao vereador a opinião dele sobre a falta de informação por parte da Secretaria de Saúde.
“Eu não vou te falar sobre a falta de informação, eu vou te falar sobre a total falta de interesse da Secretaria de Saúde em atender e dar todo o suporte às famílias atingidas por essa situação da meningite.”
O vereador contou que participou e ainda está participando ativamente desse processo: recebe vários telefonemas de vizinhos de Itaipuaçu que estão há cerca de oito dias sem mandar seus filhos para a escola por falta de uma informação concreta. O vereador relata não ter visto um trabalho efeito e ativo por parte da Secretaria de Saúde nesses casos, casos que alarmaram a cidade como um todo nossa cidade. O vereador questionou a resistência em imunizar todas as crianças e profissionais que tiveram contato com menor que faleceu em decorrência de meningite bacteriana, em higienizar toda a área da escola e o despreparo da Secretaria de Saúde para atuar proativamente numa ação contra uma doença tão preocupante, ao ponto dos munícipes que tiveram contato com essa doença precisarem procurar ajuda em outro município porque o Hospital Municipal Conde Modesto Leal não tem estrutura para lidar com casos de suspeita de meningite. “Aí você vê uma Câmara Municipal aprovar e brigar por um carnaval fora de época e esquecer da saúde que é o bem mais precioso que o ser humano tem. Então a gente vê o despreparo e a inversão de valores do atual governo que é prioriza coisas banais e esquece coisas essenciais”, finalizou o vereador.

Na conclusão da entrevista, o vereador ressaltou que pra pedir informações às secretarias, é preciso fazer um requerimento de informações na Câmara que precisa ser votado e aprovado para que essas informações venham a público e nos informou que isso fere a Lei de Acesso À Informação: qualquer pessoa tem direito a saber o que acontece com as contas públicas e o Portal de Transparência da Prefeitura se encontra fora do ar há mais de dois meses.
Antes de nos despedirmos, o vereador fez questão de deixar um recado em vídeo para os leitores do site. Vamos conferir?

0101

-Publicidade-

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário.
Por favor digite seu nome aqui